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MUITO MAIS DE VOCÊ
 


"A ditadura do pensamento coletivo"

 

Talvez o pensamento coletivo se forme através de experiências compartilhadas onde a premissa de sua aceitação e validação seja baseada nos benefícios que tal pensamento gera a maioria das pessoas que o adotam.

 

Talvez seja uma grande sacada de alguém que utiliza seu status para categorizar e valorar pensamentos como se fossem grãos de feijão, onde o status de quem seleciona define se o pensamento é bom ou não.

 

Desde pequenos somos expostos a pensamentos e ideias de terceiros e na maior parte das vezes acabamos aceitando como um bom pensamento exatamente por não conhecermos outras dezenas de ideias relacionadas ao mesmo tema.

 

Aprendemos também que as relações de poder definem rapidamente qual é a melhor tendência, afinal não é possível ter liberdade de pensamento na convivência com pessoas autoritárias e que utilizam seu status para chantagear e intimidar.

 

Mas a linha que quero seguir aqui não é sobre pessoas autoritárias, não. Essas são fáceis de identificar e de manter a devida distância de segurança, mesmo que às vezes leve um tempo pra isso.

 

O que quero propor é a dúvida acerca de todo e qualquer pensamento que diga, mesmo que nas entrelinhas, o que é o melhor para você. Pensamentos assim eu classifico como uma afronta à pluralidade de ser humano.

 

E é exatamente essa pluralidade que nos torna diferentes de qualquer outro animal ou ser, pois a qualquer momento podemos decidir não pensar igual ou simplesmente deixar de acreditar naquilo em que a grande parte acredita naquele momento.

 

Nesse ponto a filosofia sempre me salvou, pois me deu ferramentas para sempre desconstruir qualquer pensamento pré-concebido, inclusive os meus próprios. Quando isso acontece surge uma dor e uma alegria.

 

A dor se dá na certeza de que tudo na vida é incerto e não temos controle algum perante aos poucos eventos que acontecem e mudam radicalmente a nossa vida. E não, eu não estou falando de perder o emprego porque não se dedicou ou perder dinheiro na bolsa porque não analisou a empresa em que se apostou. Isso é mais fácil de controlar...

 

Falo dos eventos que jamais poderemos controlar e que geralmente nos jogam no começo da fase ou em outra completamente diferente. (Desculpe a analogia com o mundo dos jogos)

 

Nesse sentido a dor existe no momento em que temos a certeza de não poder controlar a nossa vida frente a esses eventos.

 

Porém a alegria acontece exatamente porque temos mais ferramentas para escolher o modo que vamos agir quando isso acontece. Mas para que tenhamos essa escolha, precisamos conhecer outras formas de pensar ou continuar culpando o diabo e pedindo a Deus que nos conforte e nos ajude. E sem perceber estaremos sempre transferindo para alguém ou algo aquilo que deveria ser a fonte de nossa própria reação.

 

Portanto meus amigos desconfiem seriamente quando alguém propaga um pensamento que garanta a resolução dos seus problemas e norteie a sua vida a partir de então. Se isso acontecer é porque você não está pensando mais, ficou preso entre o medo de se perder e a ignorância de não conhecer outras formas de raciocínio.

 

O livre arbítrio nada tem a ver com alguém dizendo o que você deve fazer e cultuar, nada tem a ver com o que a maioria diz sobre ser empreendedor ou ser funcionário público, nada tem a ver com a tendência política que norteia suas decisões, nada tem a ver com o medo de não ser aceito e assim escolher "um lado".

 

O livre arbítrio se constrói exatamente no momento em que você arrisca não pensar mais como a moda exige e começa a valorar aquilo o que é bom e ruim para você mesmo. Assim a chance de ser bem sucedido é muito maior quando o valor de uma boa conversa com um amigo ou a visão de um amanhecer é mais importante do que uma conta bancária recheada de números.

 

Construa você o seu próprio caminho utilizando todos os pensamentos que conhece para tecer o seu próprio.

 

Porque se você realmente acredita que seguindo algo que todas as pessoas de "sucesso" seguem, sem nem se questionar se isso é bom para você, você age como um cão treinado que acredita ter a maior liberdade do mundo sem perceber que sua vida se baseia em obedecer aos comandos do seu dono.

 

 

Francisco Dalsenter




Escrito por Francisco Dalsenter às 00h33
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"A lógica do poder"

Alguém que usa do poder para a intimidação, é antes de tudo alguém que não consegue liderar ninguém. 

A lógica é antiga, mas continua vigente para a maioria dos chefes em nosso país, ou seja, a lógica consiste sempre na imposição do medo como fator "motivacional" para "liderar" os funcionários.

Frases como "se continuar assim haverá cortes" ou "manda quem pode...", são frases típicas de pessoas que ainda não atingiram um grau no mínimo razoável de sabedoria, apesar de muitas vezes serem inteligentes.

Trabalhei em um lugar que por mais que as pessoas se esforçassem, as metas não eram alcançadas, pois não havia liderança alguma, apenas o medo como instrumento de "motivação". O resultado é uma debandada geral dos talentos que poderiam gerar muito valor ao negócio e isso à curto prazo. A pessoa escolhida para liderar, não sabia potencializar os talentos de cada um, ao invés disso focava sempre em apontar os defeitos e pontos fracos das pessoas e assim não liderava porque não agregava valor, não dava um bom exemplo.

O que acontece neste e em outros lugares é que o dono da bola age utilizando a chantagem e o medo como os únicos fatores para deixar as pessoas jogarem com a sua bola. O problema neste método é que as relações não se sustentam, a vontade de trabalhar por uma causa é rapidamente substituída pelo medo de perder o emprego e assim o ambiente de trabalho se transforma automaticamente em um ambiente de guerra fria onde aquele que pode mais é aquele que é mais próximo do dono da bola.

Porém tanto o dono da bola quanto os amigos do dono da bola ficam estáticos, pois não geram valor algum à longo prazo e perdem a grande oportunidade de se conectarem à pessoas realmente engajadas e talentosas. Assim, a mediocridade toma conta do cenário e o jogo fica cada vez mais pobre e sem graça, pois se incentivou o apontamento do erro e não a exaltação das qualidades.

Rapidamente percebi que aquele ambiente não era saudável nem para mim e nem para as pessoas que ali estavam, assim busquei algo em que acredito.

De forma geral, para o poder se consolidar é preciso que as pessoas acreditem fielmente no ditador, assim se curvarão aos seus caprichos e permitirão que o medo as influencie a continuar ali, vazias de si mesmas, medíocres por excelência. 

Deste modo uma águia jamais se comportará como uma águia por acreditar e incorporar todas as histórias que as galinhas contam acerca dos perigos do mundo lá fora.

E assim a lógica do poder cumpre o seu papel que é o de fazer as pessoas acreditarem que lá fora é muito perigoso e o melhor mesmo é ficar se contentando com os restos, afinal é melhor ter resto do que não ter nada. 

E é claro que para essa lógica funcionar, é preciso que as pessoas acreditem cegamente de que jamais conseguirão sair dessa vidinha medíocre e previsível. 

E são essas as mesmas pessoas que reclamam do marido ou da esposa que não mudam, da segunda-feira que está chegando, do emprego, do governo, da vida... Mas não fazem absolutamente nada além do que cacarejar e ciscar restos. Restos de vida, restos de amor, restos de esperança...

Dessa forma quem detém o poder continuará sempre medíocre, pois não aprendeu que ter o poder é dar o poder às pessoas para que cada um tenha a capacidade de ser o seu próprio líder.

Francisco Dalsenter



Escrito por Francisco Dalsenter às 23h24
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Não sinto falta de tempo algum, porque nenhum tempo me pertence.


Pessoa alguma me pertence, muito menos as idéias que de tão rápidas transbordam e se tornam outras idéias, assim como as pessoas que me deixam apenas as essências e nada mais.


A falta me faz não perceber o todo de mim, me deixa com a sensação de incompletude, tira o foco daquilo que está perto. Mesmo quando o que se está perto é apenas a tua própria imagem refletida no pequeno espelho embaçado no banheiro.

 

Assim me desfiz de todas as propriedades que o ser humano insiste em conquistar, mas que nunca lhe serão concedidas por Deus algum.


Preencho a falta de algo com a própria essência que faz morada em mim.

 

A falta de ter um pai eu preencho com as risadas quando lembro dos momentos memoráveis. Assim eu o liberto, liberto-me dele e ele de mim.

 

A falta de estar todos os dias com minha filha, eu preencho com toda a intensidade dos momentos em que estamos juntos. Assim eu vivo dentro dela e ela dentro de mim.

 

A falta de um único amor, eu preencho com a presença de todos os amores que vivo dentro e fora de mim. Assim eu amo sem ter que amar ninguém, amo-te em plenitude dessa forma!

 

E por não sentir falta de alguém ou algo especifico, eu enxergo você como pessoa única, sublime, livre...

 

Assim eu amo a vida em todas as suas possibilidades, pois entendi que só sentimos falta daquilo que não aproveitamos enquanto podíamos.

 

E assim sempre queremos ficar um pouco mais, aproveitar um pouco mais daquilo que deveríamos ter aproveitado enquanto estava ao nosso alcance.

 

Minha felicidade existe no exato momento em que me libertei de querer algo ou alguém para mim e comecei a viver todas as possibilidades de uma vida em que aprendi a colecionar apenas as essências.

 

Francisco Dalsenter




Escrito por Francisco Dalsenter às 23h59
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Porque se você não sabe para onde ir, é porque não ouve o teu próprio coração.

 

De nada adianta qualquer preparo para qualquer função se você ainda não se encontrou...

 

O que existe e sempre existirá em qualquer tempo são tendências ditadas por terceiros. Seja isso, faça aquilo, não faça isso, vá por esse caminho, aprenda aquilo outro.

 

Sempre vão querer pautar a sua vida, editar o que você pensa, mandar no que você deve ou não fazer. E infelizmente eu vejo todos acreditando em sonhos de terceiros, em projetos de outros, metas de pseudo-superiores.

 

Por isso sempre que escrevo, te provoco a buscar em você o teu próprio significado, a tua própria vida, a tua verdade que com certeza é maior do que qualquer moeda ou papel...

 

Não acredite em alguém que diz o que é melhor para você, não acredite em fórmula alguma para viver melhor, não queira ser feliz o tempo todo e esqueça as tendências.

 

Seja empreendedor de si mesmo, construa a tua própria verdade mesmo com todas as besteiras e certezas que te dão todos os dias.

 

Porque se você não sabe quem é, jamais saberá para onde ir.

 

Claro que eu não escreveria tudo isso se a minha vida não valesse à pena. Soaria falso e no máximo eu tentaria ganhar algum dinheiro escrevendo algum livro de auto-ajuda.

 

O que eu quero mesmo é te provocar a parar de seguir o que os outros falam e começar a seguir aquilo que faz parte da tua própria essência.

 

Porque a vida só pode valer à pena se for vivida em plenitude, e isso envolve o risco de ser o que se é, apesar das certezas baratas que te dão de graça.

 

Acredite somente naquilo que vem de dentro...

 

 

Francisco Dalsenter



Escrito por Francisco Dalsenter às 23h22
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O mundo nos é apresentado das mais diversas formas.

Em geral, ao depararmos com situações em que nossa zona de conforto é abalada, procuramos sempre retornar ao ponto de origem, à calmaria e à mesma rotina até então vivida e preservada.

Culpamos o outro por ele não agir da forma que gostaríamos que agisse e assim nos decepcionamos com aquilo que é diferente e em grande parte não captamos a essência da pessoa em questão.

Sem perceber, queremos escravizar o outro à nossa própria imagem e semelhança, fazemos questão de induzir as pessoas a pensar como nós pensamos e com isso, sem perceber, vamos cultuando uma espécie de escravidão psicológica onde quem não se parece conosco é rapidamente segregado e marcado como não conforme.

 

Da mesma forma, as situações em que somos inseridos no dia a dia, nos dão oportunidades infinitas. Seja a oportunidade de influenciar a própria situação ou de mudar algo que está em nós, mas em grande parte as pessoas não percebem, pois estão com seus diversos filtros ativados para enxergar apenas o que lhes é parecido.

 

Assim, a vida parece seguir sempre do mesmo jeito. Um Déjà vu constante, um jogo que parece ser de cartas marcadas, um dia absurdamente parecido com outro.

 

Assim, vamos culpando a vida por não nos fazer feliz, culpamos o outro por não satisfazer nossas expectativas e continuamos sendo sempre do mesmo jeito, fazendo as coisas da mesma forma, não mudando nenhuma situação, apenas sendo conduzindo ao final sem aprender à dançar a vida.

 

Esperamos um salvador, uma luz no final do túnel, um amor que nos tire da vida ruim, um emprego que possa nos dar todo o conforto e moedas que precisamos para ser feliz.

 

O problema é que sempre achamos que toda a luz, todo o salvador, todo o amor e toda prosperidade estão fora de nós e assim passamos a vida como mero expectadores dos outros, das possibilidades e da esperança sem perceber que a vida está do lado de dentro. Sem nos dar conta de que quem deve influenciar a vida somos nós, que a luz que deve iluminar o túnel está escondida em nós mesmos, que não somos peça pronta e acabada, mas sim um instrumento de troca, uma possibilidade para as pessoas ao nosso redor.

 

E assim a vida boa fica sempre no âmbito da espera de algo que um dia vai nos salvar de tudo.

 

E assim a vida é desperdiçada em todos os segundos que deveriam ser agarrados como se últimos fossem.

 

É preciso apagar a escuridão que nos deixa míopes e nos afasta de tudo o que nos é apresentado como distante e sem sentido.

 

A luz que deve iluminar a tua própria vida, sempre vem de dentro!

 

 

Francisco Dalsenter




Escrito por Francisco Dalsenter às 23h18
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Não se conquista o mundo sem antes conquistar à si mesmo.


Enquanto a chama não te ascender para além de si, não haverá conquista de nada.

 

Você é bloco puro de mármore, é a força dos átomos que conspiram ao teu próprio sucesso, é o acaso de ser aquilo que você mesmo escolhe.

 

 

Conquiste todo esse oceano contido na tua parte mais escondida antes de sair por aí usando bússolas que os outros construíram.

 

Não acredite em mim, não me siga, não queira usar minhas palavras como se tuas fosse. Apenas conquiste-se.

 

Não é prudente e nem inteligente querer conquistar o mundo através do medo, da utilização do pseudopoder ou da hierarquia. Isso se esvai como fumaça, assim como a tua imagem perante às pessoas se perde.

 

Sinta dentro de você a mudança que quer para o mundo, leve sorrisos para onde há tristezas, leve dúvidas para onde existem as mais certas certezas, leve reflexão para onde há consenso.

 

Nada, absolutamente nada vai te salvar da morte. Portanto, a única conquista que realmente vale à pena é a tua própria.

 

À partir do teu descobrimento, é possível conquistar as pessoas, é possível se conectar com o mundo ao teu redor.

 

À partir do teu descobrimento é possível enxergar todas aquelas correntes que te prendiam fora de ti e assim a vida perde completamente o sentido que os outros sempre te falaram.

 

À partir do teu próprio descobrimento é você quem começa a fazer sentido para a vida e não mais o contrário!





Escrito por Francisco Dalsenter às 23h32
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Não há comparativo entre a minha vida e a sua! 


Não há simetria e muito menos vitórias e derrotas que nos tornem mais, ou menos parecidos. 


Não há também jeito certo de viver que se encaixe na minha ou na sua vida. 


Portanto não se compare à nada e nem a ninguém. 


Cada momento é um único momento para ti. Cada vivência é única, cada experiência é única, cada porção de ar que você respira também é!


A comparação é traiçoeira, pois eterniza aquele momento como uma fotografia na sua mente e o faz crer que o objeto de comparação só pode ser daquela forma que você conheceu. 


Ledo engano! 


Tudo está mudando a todo instante e se tratando de pessoas, a mudança é ainda mais aguda. 


Quando você se compara, você se perde de si só para ficar preso à uma forma, um jeito, um tipo, um pensamento que acha bom.


Portanto meus amigos, eu lhes digo: não sejam nada além daquilo que não precisa de comparação. Não se esforcem para parecer algo ou alguém, soa falso e os mais afortunados intelectualmente percebem...


Sejam líquido, sejam a possibilidade, a continuidade, a vírgula dentre tantos pontos finais, o movimento dentre tantas pessoas que correm paradas, sejam vivos! 


Sejam tudo isso o que sentem, pois ali na frente a maré muda, o amor renasce, a alma aumenta e preenche mais ainda esse universo contido em você...


Portanto continuo dizendo à mim e à você: esqueça as comparações e viva a vida que você merece sem ter que se parecer com ninguém, à não ser você mesmo!


Seja apenas todas as possibilidades que une você ao teu e ao meu próprio universo! 


Francisco Dalsenter




Escrito por fdal às 23h40
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É chegada a hora!


O tempo se contraiu e te convidou a parar de ensaiar. As cortinas da tua vida finalmente se abriram e o diretor da peça está apenas na sua mente agora!

 

É chegada a hora!

 

É hora de se encantar com a tua própria atuação e ver o resultado nos sorrisos e na admiração da platéia que vibra a cada vez que ouve o teu improviso que move algo dentro do outro.

A luz de fora se apagou para a tua própria brilhar como nunca antes em lugar e tempo algum. É hora de agir e não mais se apegar nos erros e acertos.

Porque seja o que for que você faça, há uma grande força que vibra quando você deixa pra lá o texto decorado e começa a atuar a própria essência de tudo aquilo que você aprendeu, tudo aquilo que você é.

E é nessa hora que a vida não precisa fazer sentido, pois é você quem dá o sentido que quiser a ela. É nesse momento sublime que os sentimentos inerentes ao ser humano são devidamente canalizados por você, para o seu próprio proveito!

 

É chegada a hora!

 

A expressão do outro ao ver a tua atuação é espelho da força emitida por você mesmo. Assim a vida se torna grande, assim é consolidada a última porção da grafite para que o diamante surja e jamais volte a ser escuro e sujo. A estrutura mudou, as sinapses ocorrem de outras formas, você já não consegue passar por aquela pequena porta onde a maioria ainda passa.

 

É chegada a hora!

 

A mágica se deu no pequeno espaço de tempo onde um milésimo de segundo decidiu a tua vitória ante você mesmo, apesar de todas as derrotas sofridas e vividas intensamente. Agora é a tua vez de atuar, é a tua vez de brilhar no palco que você mesmo construiu.

E quando a atuação é para você e somente para você, o espetáculo beira a perfeição, a peça se encaixa na tua vida, a platéia torna-se você, o diretor torna-se você, o teatro torna-se você. E a atuação encanta a tudo e a todos, pois ela não é mais representativa. Ela não é mais condicionada a técnicas. A atuação se mistura à tua própria essência e a vida vira um grande espetáculo. É nesse momento em que o milésimo de segundo e a eternidade se encontram para selar de vez o acordo de nunca mais se separarem enquanto você atuar!

É nesse momento em que você entende a vida e ela te entende.


O medo se esvai e em seu lugar há apenas luz, há apenas o universo que é você!


Francisco Dalsenter




Escrito por fdal às 22h24
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E você continua aí...

 

A vida vai andando, as pessoas vão passando e você continua aí.

 

É da tua vida que falo agora, daquilo que deveria ser construção tua e não do outro sobre você.

Você quer ser bom e começa a agir como uma pessoa medíocre. Esquece que tem todas as energias dentro de si e fica se contentando em usar apenas aquelas que são politicamente corretas para o outro sempre sorrir pra ti.

 

Espera sempre um afago, um olhar de aprovação, um sorriso para que o teu lado criança continue a ser submisso àqueles que te querem sempre no volume médio, morno, resignado e medíocre.

 

E você continua aí, escravo das tuas próprias emoções, resignado e obediente. Aprende que para ser feliz é preciso focar nos teus defeitos e melhorá-los, aprende a não falar em voz alta os teus sentimentos, aprende também a viver uma vida mediana de forma que os outros continuem afagando o teu comportamento fabricado para o deleite dos hipócritas.

 

E você continua aí, um cachorrinho correndo atrás do próprio rabo, satisfazendo a vontade dos seus donos, lambendo o osso da vida, cerceado por portões que construíram na sua mente, manso...

 

E de tão manso imagina que todos gostam de você, pois você aprendeu que mostrar os dentes é coisa feia, coisa de gente ruim de espírito. Assim o ciclo se repete e a tua vida é regida pelo que o outro pensa.

 

E você continua aí em volumes médios, sem muita perspectiva, no mesmo emprego, com as mesmas pessoas a dizerem as mesmas coisas, com os mesmos pensamentos achando que será salvo.

 

Mas você sente que algo está errado, sente que à qualquer momento vai explodir, sente que não é uma vida que está vivendo, mas apenas cumprindo protocolos, cumprimentando pessoas apenas pela coincidência de passar por elas todos os dias, aguentando o chefe por causa do salário, aguentando a semana por causa do final se semana, aguentando a si mesmo por causa do que os outros podem pensar.

 

E você continua aí acreditando precisar passar por tudo isso como uma forma de provação dos Deuses, uma forma de penitência daquilo que fez de errado e assim a tua vida se torna um filme que nem você aguentaria assistir...

 

 

E você continua aí, até quando?!?

 

Francisco Dalsenter




Escrito por fdal às 22h18
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Aprendi a paz quando desaprendi o apego,

 

Desnecessário preciso ser para não ser pego,

 

É vida que entra quando o outro sai,

 

É morte que chega quando da minha boca a promessa vai,

 

Vivo em mim em partes desiguais,

 

A chegada não me interessa mais,

 

A partida uma constante necessária,

 

A jornada é assimétrica e solitária,

 

Assim costuro um pouco da minha alma em cada vida sentida,

 

Assim faço-me um pouco teu sem ter minha vida decidida,

 

Desaprendi a ter as pessoas na minha mão,

 

Aprendi de vez minha própria lição!


Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 20h56
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Tudo daria certo não fosse ele com suas palavras ácidas que corroem até hoje meu lado mais puro. Tudo daria errado não fosse ela me dizer a verdade mais profunda que meus olhos jamais enxergariam.

Seja a vida uma sucessão de grandes fracassos, ainda assim ela deve valer algo. Pequenas vitórias baseadas no que o outro considera vitória, apenas acobertam aquilo que se é, super dimensionam a verdade da alma, inflam o ser com gás tóxico e mortal da presunção.

Tentar é algo fraco, supor é igualmente pequeno e desprezível, assim como são desprezíveis todas as certezas advindas de qualquer livro que supõe o que é melhor para a tua vida.

Nunca será nada para os outros aquele que se compromete consigo mesmo e mais ninguém. Por vezes será vaiado e menosprezado esse herege dos bons costumes e do mais profundo egoísmo que até então sempre se viu reprimido por toda uma sociedade decadente e “feliz” com essa decadência tola e necessária para si.

Querem descobrir essa energia que nos guia para caminhos que sentimos ser o melhor, mas perde-se tempo nas aferições e criam-se milhares de livros e teorias para explicar o que é essa onda. Mais sensato seria tentar entender o próprio caminho e todas as escolhas que nos levam para tal. Tudo bastaria para a alma caso ela se descobrisse em sua plenitude e enxergasse o seu próprio sorriso em uma manhã improvável.

Tudo daria certo se certo tudo fosse, mas o erro não seria reconhecido como tal, seria um mundo dentro de outro. Um castelo de cartas marcadas, uma visão simplista de vida feliz e certa. Mas suponho que você ame o fracasso um pouco mais do que ama a glória, e como tal, seja um amante de todas as incertezas que te impulsionam a construir o teu próprio papel e atuar sem a mínima pretensão de acertar aquilo o que o teu diretor considera ser sublime. Aliás, se o teu diretor não é você mesmo, então não há o que errar! Continue sempre na busca incessante da perfeição ao custo da tua própria vida...

Acerte para se engrandecer com os aplausos daqueles que afagam o teu ego como se afagassem um animalzinho adestrado a seguir ordens e assim acreditar estar sendo sempre amado.

Pobre alma é aquela que se equilibra entre a subserviência e a adoração. Não tem olhos para enxergar o dono e imagina estar sendo protagonista da própria história, sem ao menos questionar uma só vez a sua própria decadência embalada por esse frenesi que as palmas e os afagos dos outros causam toda vez que um truque novo é apresentado ao mundo.

Tudo daria certo ou tudo daria errado é metáfora, é tentativa de demonstrar a lógica da vida, é delírio coletivo em tentar simplificar o acaso do mundo.

Não seja nada daquilo que te dizem, não faça nada com expectativas, não acredite em nada do que leu aqui...

Fracasse mais e ria da cara feia dos outros que de tão conformados com suas máscaras, mal sabem o que se esconde por trás deles mesmos.

 

 

Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 20h24
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Eu quero mesmo as meias idéias!

 

Vamos, vamos! Dêem-me as meias verdades, as meias palavras, o meio amor.  É da metade de algo que vivo, do quase certo ou quase errado.

 

Não seja nada por inteiro, não! Eu não quero nada perfeito!

 

Quero a meia resposta só para eu aprimorá-la e transformá-la em outra metade, em outra resposta ou outra pergunta. Tanto faz...

 

Vamos!

 

Não me venha com frases por inteiro, não me faça um personagem das tuas histórias de horror ou de amor. O que eu quero agora é apenas algo no começo ou no final da construção. Uma sonata com apenas um movimento, um poema com um quase sentido, um amor no começo de um encantamento o no final de um suspiro de tristeza.

 

Hoje eu só quero a tua grandiosidade de me entregar um pensamento em construção, algo mais sublime e grandioso do que essas frases e pensamentos prontos, acabados, conformados com sua própria lógica.

 

Vamos!

 

Você é melhor do que todas essas coisas prontas em que acredita.

 

Eu quero o começo de uma grande idéia, o exato momento do encontro de dois olhares de um futuro amor, a calmaria que precede um furacão, o último momento de vida de algo.

 

Quero a desconstrução contínua da minha própria lógica, do meu próprio eu, da minha total certeza ou incerteza das coisas.

 

Não quero jamais te salvar de nada, se preciso for lhe empurro aos leões das tuas próprias certezas confortantes.

 

Não posso te ajudar a construir idéias que de tão duras endureceram também o teu peito.

 

Vamos!

 

Dêem-me algo mais original, mais puro e mais humano do que essa visão pequena do mundo, de Deus, de vocês mesmos.

 

Quero uma meia teoria para te entregar uma quase tese embasada em minhas meias percepções.

 

Quero a destruição desse teu castelo de aço apoiado no teu pequeno conhecimento sobre ti mesmo.

 

Em verdade o que eu quero mesmo é continuar não querendo nada, continuar não precisando de nada e nem de alguém que já esteja pronto, certo e acabado.

 

Vamos! Dêem-me os pedaços de suas melhores partes, as faíscas de suas vontades, os diversos céus que jamais são divididos com as pessoas que lhes juram amor.

 

Dêem-me a palavra em construção, jamais o texto certo e premiado.

 

Porque é no momento da confusão gerada pelo medo, o ódio, o amor, a paixão e a vontade de viver que minha melhor parte sempre vem à tona.

 

Eu só vivo à partir do movimento das coisas e das idéias e não da contemplação daquilo que já foi feito, acabado, morto.

 

 

Hoje eu só quero a tua milésima parte, mas que seja a mais brilhante de todas!


Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 02h21
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Não existe liberdade sem o desapego!

É no momento onde tiramos todas as coisas e pessoas de dentro de nós que conseguimos enxergar a beleza do ser humano que somos. Dessa forma estamos livres para enxergar a beleza do outro também. 

Enquanto existe a necessidade de ter alguém, de ter algo, de ser algo, de conquistar algo, inicia-se um processo de auto prisão onde buscamos fora o que por excelência nunca vai nos pertencer.

A liberdade vem de dentro, não faz concessões, não chantageia e muito menos machuca. É assim, leve e independente do amor alheio.

Quem é livre, é livre porque se conquistou, percebeu que nunca fica sozinho quando se tem um oceano inteiro para descobrir dentro de si mesmo.

Aprendemos errado a amar, amaldiçoamos o outro pensando ser este o amor correto, policiamos todas as ações do outro para garantir que a posse seja somente nossa. O outro por sua vez acaba reproduzindo a loucura que nós criamos ou vice e versa. Dessa forma a relação vira um jogo de caça e caçador onde um sempre está a vigiar os passos do outro. Isso se chama prisão!

Quem está preso em grande parte não sabe disso, mas sente. Sente que algo não vai bem, sente um incômodo ao relembrar do passado e ao imaginar o futuro. Algo nunca estará 100% bem, pois se está 100% bem é sinal de mau agouro, é porque logo a tempestade chega.

Isso é tudo mentira, quem tem o poder de fazer tempestades ou auroras somos nós mesmos.

Porém não se enganem, a liberdade total e irrestrita é perigosa, pois põe em risco toda essa "vida" que você planejou ao lado de alguém, com algo da última geração na garagem e com coisas e mais coisas que você compraria sem nem saber o porquê da utilidade.

Liberdade nada tem a ver com felicidade ou tristeza, sentimentos sempre presentes e necessários para nos mover. Eu disse para nos mover!

Liberdade é quando percebemos que dentro de nós há muito mais possibilidades do que aquilo que o nosso chefe, nossos pais, nosso líder religioso, nosso governo, nossos amigos, nossos parentes e até nós mesmos nos faz crer.

Assim nos enxergamos como essência e não mais como algo ou alguém, assim começa uma vida nova, assim começa a vida que você deveria estar vivendo! 

Livre-se, viva!!!

Francisco Dalsenter   




Escrito por fdal às 00h36
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Sou algo apenas no momento em que me atrevo a não ser mais aquilo que já não me serve mais. Por isso sou toda essa transição do certo para o incerto, do mesmo para o novo, do conhecido para o desconhecido.

Em verdade eu nunca poderei ser nada, pois me atrevo a ser toda essa transição necessária para que todos os dias eu possa sentir e dizer que a vida vale à pena!

Não siga fórmulas mirabolantes de uma vida feliz, construa a tua própria felicidade!

Atreva-se!

Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 00h04
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Podemos seguir em frente não obstante nosso próprios fantasmas nos puxarem pra trás.


Podemos seguir nosso rumo, mesmo sabendo que o rumo é incerto e a bússola não existe mais.


Podemos continuar firme, mesmo quando por dentro tudo desmorona.


Podemos reconstruir tudo de novo, mesmo que nos destruam novamente algum dia.


Podemos ser aquilo que sempre sonhamos, sejamos!


Podemos mudar nosso futuro à partir de uma pequena atitude, mesmo que essa atitude represente a destruição de tudo o que existiu até então.


Podemos amar mais as pessoas, mesmo que elas não saibam disso.


Podemos dançar à luz da nossa própria lua, mesmo que ninguém esteja vendo.


Podemos inventar outra forma de ser feliz, mesmo que ninguém mais acredite em outras formas.


Podemos viver de uma só vez ao invés de morrer aos poucos todos os dias.


Podemos sorrir por dentro sempre que nos derem motivos para chorar.


Podemos viver tudo aquilo que queremos hoje, mesmo que nos dêem motivos para imaginar que vamos viver para sempre e por imaginar isso deixemos a vida passar.


Podemos esquecer todos os aplausos e vaias e nos concentrar no ato daquilo que fazemos para nossa vida valer à pena!


Podemos ser felizes sem precisar de condição alguma para isso.


Podemos mudar tudo apenas com uma simples atitude. 


Podemos fazer do agora todo o futuro que talvez nunca venha.


Podemos esquecer tudo o que dizem e sentir que somos uma alma carregando um corpo.


Podemos ser apenas mais um ou toda essa energia vinda do universo que se transformou naquilo que somos.


Podemos ser a inspiração para a mudança! 


Podemos ser a mudança necessária para a morte nunca se apoderar da nossa alma...



Escrito por fdal às 00h32
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