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"A ditadura do pensamento coletivo"

 

Talvez o pensamento coletivo se forme através de experiências compartilhadas onde a premissa de sua aceitação e validação seja baseada nos benefícios que tal pensamento gera a maioria das pessoas que o adotam.

 

Talvez seja uma grande sacada de alguém que utiliza seu status para categorizar e valorar pensamentos como se fossem grãos de feijão, onde o status de quem seleciona define se o pensamento é bom ou não.

 

Desde pequenos somos expostos a pensamentos e ideias de terceiros e na maior parte das vezes acabamos aceitando como um bom pensamento exatamente por não conhecermos outras dezenas de ideias relacionadas ao mesmo tema.

 

Aprendemos também que as relações de poder definem rapidamente qual é a melhor tendência, afinal não é possível ter liberdade de pensamento na convivência com pessoas autoritárias e que utilizam seu status para chantagear e intimidar.

 

Mas a linha que quero seguir aqui não é sobre pessoas autoritárias, não. Essas são fáceis de identificar e de manter a devida distância de segurança, mesmo que às vezes leve um tempo pra isso.

 

O que quero propor é a dúvida acerca de todo e qualquer pensamento que diga, mesmo que nas entrelinhas, o que é o melhor para você. Pensamentos assim eu classifico como uma afronta à pluralidade de ser humano.

 

E é exatamente essa pluralidade que nos torna diferentes de qualquer outro animal ou ser, pois a qualquer momento podemos decidir não pensar igual ou simplesmente deixar de acreditar naquilo em que a grande parte acredita naquele momento.

 

Nesse ponto a filosofia sempre me salvou, pois me deu ferramentas para sempre desconstruir qualquer pensamento pré-concebido, inclusive os meus próprios. Quando isso acontece surge uma dor e uma alegria.

 

A dor se dá na certeza de que tudo na vida é incerto e não temos controle algum perante aos poucos eventos que acontecem e mudam radicalmente a nossa vida. E não, eu não estou falando de perder o emprego porque não se dedicou ou perder dinheiro na bolsa porque não analisou a empresa em que se apostou. Isso é mais fácil de controlar...

 

Falo dos eventos que jamais poderemos controlar e que geralmente nos jogam no começo da fase ou em outra completamente diferente. (Desculpe a analogia com o mundo dos jogos)

 

Nesse sentido a dor existe no momento em que temos a certeza de não poder controlar a nossa vida frente a esses eventos.

 

Porém a alegria acontece exatamente porque temos mais ferramentas para escolher o modo que vamos agir quando isso acontece. Mas para que tenhamos essa escolha, precisamos conhecer outras formas de pensar ou continuar culpando o diabo e pedindo a Deus que nos conforte e nos ajude. E sem perceber estaremos sempre transferindo para alguém ou algo aquilo que deveria ser a fonte de nossa própria reação.

 

Portanto meus amigos desconfiem seriamente quando alguém propaga um pensamento que garanta a resolução dos seus problemas e norteie a sua vida a partir de então. Se isso acontecer é porque você não está pensando mais, ficou preso entre o medo de se perder e a ignorância de não conhecer outras formas de raciocínio.

 

O livre arbítrio nada tem a ver com alguém dizendo o que você deve fazer e cultuar, nada tem a ver com o que a maioria diz sobre ser empreendedor ou ser funcionário público, nada tem a ver com a tendência política que norteia suas decisões, nada tem a ver com o medo de não ser aceito e assim escolher "um lado".

 

O livre arbítrio se constrói exatamente no momento em que você arrisca não pensar mais como a moda exige e começa a valorar aquilo o que é bom e ruim para você mesmo. Assim a chance de ser bem sucedido é muito maior quando o valor de uma boa conversa com um amigo ou a visão de um amanhecer é mais importante do que uma conta bancária recheada de números.

 

Construa você o seu próprio caminho utilizando todos os pensamentos que conhece para tecer o seu próprio.

 

Porque se você realmente acredita que seguindo algo que todas as pessoas de "sucesso" seguem, sem nem se questionar se isso é bom para você, você age como um cão treinado que acredita ter a maior liberdade do mundo sem perceber que sua vida se baseia em obedecer aos comandos do seu dono.

 

 

Francisco Dalsenter




Escrito por Francisco Dalsenter às 00h33
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