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MUITO MAIS DE VOCÊ
 


O mundo nos é apresentado das mais diversas formas.

Em geral, ao depararmos com situações em que nossa zona de conforto é abalada, procuramos sempre retornar ao ponto de origem, à calmaria e à mesma rotina até então vivida e preservada.

Culpamos o outro por ele não agir da forma que gostaríamos que agisse e assim nos decepcionamos com aquilo que é diferente e em grande parte não captamos a essência da pessoa em questão.

Sem perceber, queremos escravizar o outro à nossa própria imagem e semelhança, fazemos questão de induzir as pessoas a pensar como nós pensamos e com isso, sem perceber, vamos cultuando uma espécie de escravidão psicológica onde quem não se parece conosco é rapidamente segregado e marcado como não conforme.

 

Da mesma forma, as situações em que somos inseridos no dia a dia, nos dão oportunidades infinitas. Seja a oportunidade de influenciar a própria situação ou de mudar algo que está em nós, mas em grande parte as pessoas não percebem, pois estão com seus diversos filtros ativados para enxergar apenas o que lhes é parecido.

 

Assim, a vida parece seguir sempre do mesmo jeito. Um Déjà vu constante, um jogo que parece ser de cartas marcadas, um dia absurdamente parecido com outro.

 

Assim, vamos culpando a vida por não nos fazer feliz, culpamos o outro por não satisfazer nossas expectativas e continuamos sendo sempre do mesmo jeito, fazendo as coisas da mesma forma, não mudando nenhuma situação, apenas sendo conduzindo ao final sem aprender à dançar a vida.

 

Esperamos um salvador, uma luz no final do túnel, um amor que nos tire da vida ruim, um emprego que possa nos dar todo o conforto e moedas que precisamos para ser feliz.

 

O problema é que sempre achamos que toda a luz, todo o salvador, todo o amor e toda prosperidade estão fora de nós e assim passamos a vida como mero expectadores dos outros, das possibilidades e da esperança sem perceber que a vida está do lado de dentro. Sem nos dar conta de que quem deve influenciar a vida somos nós, que a luz que deve iluminar o túnel está escondida em nós mesmos, que não somos peça pronta e acabada, mas sim um instrumento de troca, uma possibilidade para as pessoas ao nosso redor.

 

E assim a vida boa fica sempre no âmbito da espera de algo que um dia vai nos salvar de tudo.

 

E assim a vida é desperdiçada em todos os segundos que deveriam ser agarrados como se últimos fossem.

 

É preciso apagar a escuridão que nos deixa míopes e nos afasta de tudo o que nos é apresentado como distante e sem sentido.

 

A luz que deve iluminar a tua própria vida, sempre vem de dentro!

 

 

Francisco Dalsenter




Escrito por Francisco Dalsenter às 23h18
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