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Aprendi a paz quando desaprendi o apego,

 

Desnecessário preciso ser para não ser pego,

 

É vida que entra quando o outro sai,

 

É morte que chega quando da minha boca a promessa vai,

 

Vivo em mim em partes desiguais,

 

A chegada não me interessa mais,

 

A partida uma constante necessária,

 

A jornada é assimétrica e solitária,

 

Assim costuro um pouco da minha alma em cada vida sentida,

 

Assim faço-me um pouco teu sem ter minha vida decidida,

 

Desaprendi a ter as pessoas na minha mão,

 

Aprendi de vez minha própria lição!


Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 20h56
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Tudo daria certo não fosse ele com suas palavras ácidas que corroem até hoje meu lado mais puro. Tudo daria errado não fosse ela me dizer a verdade mais profunda que meus olhos jamais enxergariam.

Seja a vida uma sucessão de grandes fracassos, ainda assim ela deve valer algo. Pequenas vitórias baseadas no que o outro considera vitória, apenas acobertam aquilo que se é, super dimensionam a verdade da alma, inflam o ser com gás tóxico e mortal da presunção.

Tentar é algo fraco, supor é igualmente pequeno e desprezível, assim como são desprezíveis todas as certezas advindas de qualquer livro que supõe o que é melhor para a tua vida.

Nunca será nada para os outros aquele que se compromete consigo mesmo e mais ninguém. Por vezes será vaiado e menosprezado esse herege dos bons costumes e do mais profundo egoísmo que até então sempre se viu reprimido por toda uma sociedade decadente e “feliz” com essa decadência tola e necessária para si.

Querem descobrir essa energia que nos guia para caminhos que sentimos ser o melhor, mas perde-se tempo nas aferições e criam-se milhares de livros e teorias para explicar o que é essa onda. Mais sensato seria tentar entender o próprio caminho e todas as escolhas que nos levam para tal. Tudo bastaria para a alma caso ela se descobrisse em sua plenitude e enxergasse o seu próprio sorriso em uma manhã improvável.

Tudo daria certo se certo tudo fosse, mas o erro não seria reconhecido como tal, seria um mundo dentro de outro. Um castelo de cartas marcadas, uma visão simplista de vida feliz e certa. Mas suponho que você ame o fracasso um pouco mais do que ama a glória, e como tal, seja um amante de todas as incertezas que te impulsionam a construir o teu próprio papel e atuar sem a mínima pretensão de acertar aquilo o que o teu diretor considera ser sublime. Aliás, se o teu diretor não é você mesmo, então não há o que errar! Continue sempre na busca incessante da perfeição ao custo da tua própria vida...

Acerte para se engrandecer com os aplausos daqueles que afagam o teu ego como se afagassem um animalzinho adestrado a seguir ordens e assim acreditar estar sendo sempre amado.

Pobre alma é aquela que se equilibra entre a subserviência e a adoração. Não tem olhos para enxergar o dono e imagina estar sendo protagonista da própria história, sem ao menos questionar uma só vez a sua própria decadência embalada por esse frenesi que as palmas e os afagos dos outros causam toda vez que um truque novo é apresentado ao mundo.

Tudo daria certo ou tudo daria errado é metáfora, é tentativa de demonstrar a lógica da vida, é delírio coletivo em tentar simplificar o acaso do mundo.

Não seja nada daquilo que te dizem, não faça nada com expectativas, não acredite em nada do que leu aqui...

Fracasse mais e ria da cara feia dos outros que de tão conformados com suas máscaras, mal sabem o que se esconde por trás deles mesmos.

 

 

Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 20h24
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