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MUITO MAIS DE VOCÊ
 


Eu quero mesmo as meias idéias!

 

Vamos, vamos! Dêem-me as meias verdades, as meias palavras, o meio amor.  É da metade de algo que vivo, do quase certo ou quase errado.

 

Não seja nada por inteiro, não! Eu não quero nada perfeito!

 

Quero a meia resposta só para eu aprimorá-la e transformá-la em outra metade, em outra resposta ou outra pergunta. Tanto faz...

 

Vamos!

 

Não me venha com frases por inteiro, não me faça um personagem das tuas histórias de horror ou de amor. O que eu quero agora é apenas algo no começo ou no final da construção. Uma sonata com apenas um movimento, um poema com um quase sentido, um amor no começo de um encantamento o no final de um suspiro de tristeza.

 

Hoje eu só quero a tua grandiosidade de me entregar um pensamento em construção, algo mais sublime e grandioso do que essas frases e pensamentos prontos, acabados, conformados com sua própria lógica.

 

Vamos!

 

Você é melhor do que todas essas coisas prontas em que acredita.

 

Eu quero o começo de uma grande idéia, o exato momento do encontro de dois olhares de um futuro amor, a calmaria que precede um furacão, o último momento de vida de algo.

 

Quero a desconstrução contínua da minha própria lógica, do meu próprio eu, da minha total certeza ou incerteza das coisas.

 

Não quero jamais te salvar de nada, se preciso for lhe empurro aos leões das tuas próprias certezas confortantes.

 

Não posso te ajudar a construir idéias que de tão duras endureceram também o teu peito.

 

Vamos!

 

Dêem-me algo mais original, mais puro e mais humano do que essa visão pequena do mundo, de Deus, de vocês mesmos.

 

Quero uma meia teoria para te entregar uma quase tese embasada em minhas meias percepções.

 

Quero a destruição desse teu castelo de aço apoiado no teu pequeno conhecimento sobre ti mesmo.

 

Em verdade o que eu quero mesmo é continuar não querendo nada, continuar não precisando de nada e nem de alguém que já esteja pronto, certo e acabado.

 

Vamos! Dêem-me os pedaços de suas melhores partes, as faíscas de suas vontades, os diversos céus que jamais são divididos com as pessoas que lhes juram amor.

 

Dêem-me a palavra em construção, jamais o texto certo e premiado.

 

Porque é no momento da confusão gerada pelo medo, o ódio, o amor, a paixão e a vontade de viver que minha melhor parte sempre vem à tona.

 

Eu só vivo à partir do movimento das coisas e das idéias e não da contemplação daquilo que já foi feito, acabado, morto.

 

 

Hoje eu só quero a tua milésima parte, mas que seja a mais brilhante de todas!


Francisco Dalsenter



Escrito por fdal às 02h21
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Não existe liberdade sem o desapego!

É no momento onde tiramos todas as coisas e pessoas de dentro de nós que conseguimos enxergar a beleza do ser humano que somos. Dessa forma estamos livres para enxergar a beleza do outro também. 

Enquanto existe a necessidade de ter alguém, de ter algo, de ser algo, de conquistar algo, inicia-se um processo de auto prisão onde buscamos fora o que por excelência nunca vai nos pertencer.

A liberdade vem de dentro, não faz concessões, não chantageia e muito menos machuca. É assim, leve e independente do amor alheio.

Quem é livre, é livre porque se conquistou, percebeu que nunca fica sozinho quando se tem um oceano inteiro para descobrir dentro de si mesmo.

Aprendemos errado a amar, amaldiçoamos o outro pensando ser este o amor correto, policiamos todas as ações do outro para garantir que a posse seja somente nossa. O outro por sua vez acaba reproduzindo a loucura que nós criamos ou vice e versa. Dessa forma a relação vira um jogo de caça e caçador onde um sempre está a vigiar os passos do outro. Isso se chama prisão!

Quem está preso em grande parte não sabe disso, mas sente. Sente que algo não vai bem, sente um incômodo ao relembrar do passado e ao imaginar o futuro. Algo nunca estará 100% bem, pois se está 100% bem é sinal de mau agouro, é porque logo a tempestade chega.

Isso é tudo mentira, quem tem o poder de fazer tempestades ou auroras somos nós mesmos.

Porém não se enganem, a liberdade total e irrestrita é perigosa, pois põe em risco toda essa "vida" que você planejou ao lado de alguém, com algo da última geração na garagem e com coisas e mais coisas que você compraria sem nem saber o porquê da utilidade.

Liberdade nada tem a ver com felicidade ou tristeza, sentimentos sempre presentes e necessários para nos mover. Eu disse para nos mover!

Liberdade é quando percebemos que dentro de nós há muito mais possibilidades do que aquilo que o nosso chefe, nossos pais, nosso líder religioso, nosso governo, nossos amigos, nossos parentes e até nós mesmos nos faz crer.

Assim nos enxergamos como essência e não mais como algo ou alguém, assim começa uma vida nova, assim começa a vida que você deveria estar vivendo! 

Livre-se, viva!!!

Francisco Dalsenter   




Escrito por fdal às 00h36
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